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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Aterro fica pronto em 2011 e vai render créditos de carbono

O aterro sanitário – que deveria ter sido construído até fim de 2008, depois foi adiado para fim de 2009 – tem outra data prevista para ficar pronto: o final de 2011. A declaração é do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), feita durante evento público hoje pela manhã.

O prefeito disse, também, que estão avançadas as negociações para vender os créditos de carbono gerados a partir da destinação correta do lixo urbano no aterro sanitário. Os recursos obtidos na venda dos créditos de carbono serão revertidos para as comunidades que vivem próximas ao aterro, como os moradores do bairro Dom Antônio, um dos mais pobre de Campo Grande.

As declarações do prefeito foram feitas na solenidade da ordem de serviço para o reassentamento de 231 famílias que vivem na região do bairro Dom Antônio Barbosa. Com a ordem de serviço serão construídas 231 casas com recursos provenientes do Governo Federal através do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social - FNHIS que disponibilzou R$ 4,5 mi. As pessoas que habitarão as casas são catadores de lixo que sobrevivem através dos seus trabalhos no "lixão" de Campo Grande.. Segundo Nelsinho, resolver a situação dos catadores é muito importante para a ativação do aterro.

"Nós não poderíamos ativar o aterro sem antes resolver o problema dos catadores, não foi um trabalho fácil, conseguir os recursos não foi fácil, mas todo mundo estava unido. Na região, além do aterro, terá um Centro de Tratamento Hospitalares, Centro de Triagem de Resíduos, Área de Recuperação Ambiental). As pessoas que trabalharão lá também terão um equipamento individual apropriado de Trabalho. Resolveremos o problema e estamos em processo avançado na ONU (Organização das Nações Unidas) para vender os créditos de carbono do aterro. O dinheiro com a venda será revertida para a população da região do Dom Antônio Barbosa"

A construtora responsável pela execução do projeto é a Coplan– Construções, Planejamentos, Indústria e Comércio Ltda, que terá um prazo de 300 dias, a partir da assinatura da Ordem de Execução de Serviço, para a finalização das obras e serviços.

Na manhã de hoje, no mesmo local, o Governo Estadual, através do governador André Puccinelli, assinou um termo de cooperação para que mais 78 casas sejam construídas no local. Além disso, Puccinelli prometeu que mais 54 moradias serão construídas para que todos os 363 terrenos da região tenham casas construídas para os catadores.

Na ocasião, Trad também assinou o início do Plano de Recuperação de áreas degradadas, com o plantio de eucaliptos que custaram quase R$ 489 e autorizou o início da Obra da Usina de Triagem de Lixo com recursos do BNDES na ordem de R$ 5 milhões.

Link.: http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=706746
MS.: João Prestes e Paulo Xavier - 09/02/2010

referente a: Midiamax - O Jornal Eletrônico do Mato Grosso do Sul (ver no Google Sidewiki)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Óleo que ia para o lixo vira combustível mais barato

Pesquisadores da USP desenvolveram uma técnica para transformar em biodiesel óleos vegetais já danificados pelo processo de fritura e a borra de soja, um resíduo da indústria de óleo alimentício. A técnica reduz o tempo da reação química de 24 horas para 30 minutos e barateia o processo. O segredo foi usar um catalisador diferente na reação, feito com os metais Cobre e Vanádio.

Para produzir biodiesel é necessário que haja a reação do óleo vegetal puro com álcool. "Mas a reação só acontece se houver um catalisador no recipiente. Essa substância é o cupido que junta o óleo com álcool e transforma-o em biodiesel e glicerina”, compara Miguel Dabdoub, químico e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) em cujo laboratório a técnica foi desenvolvida. “Depois da reação, é possível recuperar o catalisador”

Contudo, o catalisador utilizado comumente no Brasil é a soda cáustica, que não funciona muito bem para transformar óleos de fritura, óleos não-refinados em biodiesel. Esses tipos de óleo contém diferentes percentuais de ácidos graxos, que reagem com a soda e viram sabão. A outra porcentagem vira biodiesel. A borra de soja é o ácido graxo extraído de óleos vegetais e por isso também não pode ser trasformada em biodiesel. A reação comum demora um dia inteiro para acontecer.

“Sabão não se utiliza em ônibus e caminhões”, destaca Dabdoub."Imagine uma fábrica média, que produza cerca de 100 milhões de litros de biodiesel por ano, com óleo residual de cozinha com 7% de ácidos graxos. Há uma perda de cerca de 7 milhões de litros, que viram sabão. Como o governo paga cerca de R$ 2,30 por litro de biodiesel atualmente, essa empresa teria R$ 16 milhões jogados fora todo ano. Esse dinheiro é suficiente para pagar a mudança de tecnologia".

Os pesquisadores do Laboratório de Tecnologias Limpas (LADETEL), chefiados por Dabdoub, passaram dois anos tentando descobrir uma maneira de tornar esse processo mais barato, eficiente e rápido. Eles fizeram dezenas de reações no laboratório para descobrir os catalisadores, pressão, temperatura, proporções dos reagentes e concentração de álcool ideais para que a reação acontecesse.

A conclusão veio no início de 2008: a melhor maneira de produzir biodiesel a partir de óleo jogado fora é com um catalisador feito com os metais Vanádio e Cobre. “Ele não se dissolve no óleo e por isso pode ser recuperado facilmente no final da reação”, explica Márcia Rampim, uma das pesquisadoras envolvidas no projeto . A nova reação também é muito eficiente. “Com 1 litro de óleo de cozinha, produzimos 1 litro de biodiesel e 100 ml de glicerina”.


Limpo e barato

"No Brasil consome-se cerca de 19 litros per capita de óleo por ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (ABIOVE)", calcula Dabdoub.“Se considerarmos que 12 litros desse óleo não sejam absorvidos pelos alimentos, que é uma estimativa muito conservadora, são cerca de 7 litros de óleo por pessoa sendo jogados pela pia, indo pelo esgoto, impermeabilizando leitos de rios e contaminando lençóis freáticos e fontes de água, todo ano. Esse óleo e os resíduos da indústria de soja poderiam ser coletados e transformados em biodiesel. Muitas indústrias de alto porte poderiam ser movimentadas no Brasil somente com base no óleo residual. Diminuiríamos o uso de combustíveis derivados de petróleo e carvão mineral, que causam o efeito estufa”.

Também ficaria mais barato produzir biodiesel, por que as industrias economizariam na matéria-prima. “Em vez de pagar cerca de R$ 2.080 por tonelada de óleo vegetal refinado, que é o preço dado pelas comercializadoras, poderei pagar cerca de R$ 550,00 por tonelada de óleo residual, que é o custo da coleta", garante o professor. “E as indústrias ainda poderiam economizar com os custos de remoção da borra de soja. Em 2007, segundo a ABIOVE, a indústria produziu 300 milhões de litros de borra de soja

referente a: Óleo que ia para o lixo vira combustível mais barato | Notícias (ver no Google Sidewiki)

PETROBRAS BIOCOMBUSTÍVEL COMPRA ÓLEO DE FRITURA

Petrobras Biocombustível realizou esta semana, em Quixadá (CE), a primeira compra de óleos e gorduras residuais (OGR) da Ó-limpo, Cooperativa Socio ambiental de Reciclagem de Quixadá. Foram adquiridos dois mil litros desta matéria-prima destinada à produção de biodiesel. A iniciativa reúne produção de energia, geração de renda e reaproveitamento do óleo de cozinha usado que durante anos vem sendo descartado no meio ambiente.

A coleta e a reciclagem do OGR são feitas pela cooperativa, constituída por jovens de 18 a 26 anos, de famílias de baixa renda, do município de Quixadá. Criada em 2008, a cooperativa é a primeira no Brasil a comercializar o OGR como matéria-prima para a produção de biodiesel com contrato de fornecedora oficial no Ceará à Petrobras Biocombustível.

O projeto está em fase inicial. O óleo de fritura vem de restaurantes, hotéis, padarias, lanchonetes, bares e residências de Fortaleza e de Quixadá. Para ampliar o volume de óleo reciclado foram firmadas parcerias com a ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), com o Restaurante da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Leia a matéria “Cooperativa vende óleo reciclado à Petrobras” do Diário do Nordeste Online

Inclusão social no campo e no meio urbano

Com orientação bem definida na obtenção de matéria-prima da agricultura familiar para a produção de biodiesel, a Petrobras Biocombustível também está comprometida com a geração de emprego e renda no meio urbano por meio do Programa de Coleta para OGR. A proposta é, assim como em Quixadá, gerar condições para replicar este tipo de programa em outras regiões do Brasil.

No que se refere aos aspectos sociais, sabe-se que mais de 80% da população brasileira vive nos centros urbanos e que há um número significativo de cooperativas organizadas para a coleta e comercialização de materiais recicláveis. A Petrobras Biocombustível tem o propósito de organizar uma rede de colaboradores e parceiros alinhados com a proposta de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável.

referente a: Petrobras – Fatos e Dados » Petrobras Biocombustível compra óleo de cozinha (ver no Google Sidewiki)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Rios voadores com água da Amazônia em ação

A bacia amazônica capta entre 12 mil e 16 mil quilômetros cúbicos de água pro ano e apenas 40% desse volume escorrem pelos rios. O restante se esvai na atmosfera pela evapo-transpiração das florestas e se distribuem pela América do Sul. O desmatamento está reduzindo essa umidade que, viajando no vento, contribui para o equilíbrio hídrico de extensas áreas do continente, além de acentuar a erosão e a drenagem superficial que retira água dessa irrigação natural tanto da Amazônia como de terras agrícolas distantes.

Mário Osava, Terramérica" (leia o texto completo no link acima)

Eu fiz uma série de reflexões sobre as conseqüências do desmatamento da Amazônia para nossa vida no sudeste.

Aqui no estado de São Paulo está acontecendo enchentes.

Chuva recorde (agravada por um governador que não desassoreou rios e manteve reservatórios cheios antes da temporada de chuvas).

Sabe de onde vem toda esta água: da Amazônia.

"Fenômenos nos oceanos Pacífico e Atlântico empurram a umidade da floresta amazônica para as regiões Sul e Sudeste.

Em São Paulo, concreto joga mais calor na atmosfera; janeiro bateu recorde de chuvas na cidade e previsão é que continuem até março".

"A maior contribuição de chuva durante o verão é a umidade e o aquecimento decorrente da própria época em que estamos", afirma o pesquisador Carlos Augusto Morales, chefe da estação meteorológica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo".

Existem ainda outros fatores climáticos inflando a potência das chuvas principalmente sobre São Paulo, diz o especialista. "Adicionalmente, temos a atuação do El Niño ... e de uma zona de convergência de umidade", afirma Morales.

Enquanto no primeiro caso o aquecimento rápido das águas do oceano altera o padrão de ventos sobre grande parte da América do Sul, no segundo existe uma conexão direta entre floresta amazônica e São Paulo.

"A umidade daquela região está sendo trazida para o Sudeste e o Sul do Brasil", diz Morales. A umidade que vem do Norte é resultado direto do aquecimento das águas do Atlântico. Fenômeno também observado pelos cientistas nesta época do ano.

A região metropolitana de São Paulo, não bastasse a umidade acima média que chega até ela, tem mais um agravante, diz Augusto Pereira Filho, também da USP.

Por causa da impermeabilização, afirma o especialista, as chuvas aqui têm ocorrido de forma mais rápida e concentrada. O calor que emana do concreto paulistano joga mais calor na atmosfera. Isso engorda as nuvens, que descarregam água de forma mais violenta".

(Folha de São Paulo)

A água da Amazônia sempre chove pelo Brasil.

O fenômeno que acompanhamos agora é o que sempre acontece, mas em maior escala.

Em menor escala é fonte de vida e de bem estar para todos nós.

Nossa vida é melhor com a amazônia preservada.

Lembre-se disso.

Leia também:

“Rios voadores” auxiliam pesquisas sobre a Amazônia
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/07/rios-voadores-auxiliam-pesquisas-sobre.html

A água evaporada na amazônia chove em todo o Brasil
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/02/agua-evaporada-na-amazonia-chove-em.html

referente a: Blog do Chicão: Rios voadores com água da Amazônia em ação (ver no Google Sidewiki)

Reflorestamento avança no Tocantins com aumento de 420%

O plantio florestal para a recuperação de áreas degradadas é um segmento em ascensão. O Tocantins possui todas as condições favoráveis para o crescimento neste setor. Os dados levantados pela Seagro - Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - mostram a estimativa dessa evolução. A estimativa de plantio para os próximos dois anos é aumentar em torno de 420%. Em 2010, deve alcançar um acréscimo de 100% em relação a 2009.


Os investimentos aplicados contribuíram para o aumento da silvicultura. Em 2008, foram plantados 36,6 mil hectares em reflorestamento, expandindo para 49,6 mil hectares plantados, em 2009. Com uma projeção animadora, a expectativa é ultrapassar 208 mil hectares em todo Estado, em 2011. As maiores regiões de plantio no Tocantins estão localizadas no Bico do Papagaio, São Miguel do Tocantins e Palmeirópolis, Sul do Estado. O eucalipto, a teca, o neem, a seringueira e o pinus são as principais espécies silvícolas cultivadas no Estado.

Segundo o diretor de Fruticultura e Silvicultura da Seagro, José Américo, esse avanço do reflorestamento é resultado de alguns fatores. “Além da preocupação dos efeitos climáticos e a demanda crescente em madeira, o Tocantins é potencialmente atrativo para esta cultura. A luminosidade, o clima, a disponibilidade de terras e a logística para a exportação favorecem o desenvolvimento de diferentes espécies silvícolas”, pontuou.

Para impulsionar a atividade, o Governo do Estado, por meio da Seagro estimula o reflorestamento com ações voltadas para o aumento do plantio. Para reforçar essa prática, alguns projetos estão em andamento. Um deles é o Jardim Clonal da Seringueira, implantado no Centro Agrotecnológico de Palmas, com cultivo de clones para produção de material genético. A intenção é repassar esse material para os pequenos produtores do Estado. O local ainda contempla um plantio experimental de diversos clones de eucalipto.

Programação 2010

O reflorestamento é proporcionado com distribuição de mudas nativas do cerrado. As atividades para 2010 são intensificadas com a distribuição de 120 mil mudas para pequenos produtores do Estado. No decorrer deste ano acontece também o 5º Reflorestamento do Estado e o II Seminário de Frutos Nativos do Cerrado.

Fonte: Elmiro de Deus
http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/02/reflorestamento-avanca-no-tocantins-com.html

referente a:

"Reflorestamento avança no Tocantins com aumento de 420% /// ASCOM - SEAGRO Postado por LBF em 2/05/2010 12:56:00 AM Marcadores: bico do papagaio, reflorestamento, seagro, siderurgicas mineiras;eucaliptos O plantio florestal para a recuperação de áreas degradadas é um segmento em ascensão. O Tocantins possui todas as condições favoráveis para o crescimento neste setor. Os dados levantados pela Seagro - Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - mostram a"
- SENDOSUSTENTAVEL: Reflorestamento avança no Tocantins com aumento de 420% /// ASCOM - SEAGRO (ver no Google Sidewiki)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CURSO: CONTRATOS INTERNACIONAIS - PROJETOS DE MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO (MDL) E MERCADOS DE CARBONO (ERPA)

Agradecemos sua atenção e contamos com o auxilio na divulgação de nosso curso, portanto informamos que estão abertas as inscrições para a 1a turma do curso de extensão sobre os Contratos ERPAs (Emission Reduction Purchase Agreement)sobre o mercado de carbono e mudanças climáticas, agora no centro do Rio de Janeiro (*) e denominado:

CURSO: CONTRATOS INTERNACIONAIS - PROJETOS DE MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO (MDL) E MERCADOS DE CARBONO (ERPA)

(DESCONTOS ESPECIAIS PARA PESSOAS / GRUPOS DE OUTRAS CIDADES E OU ESTADOS)

As matrículas já estão abertas para todos os interessados que poderão obter maiores informações=> http://www.alsustentavel.com.br/Portals/0/MDL%20CURSO%20CONTRATO%20CC.jpg

O que são?

O Contrato de Compra e Venda de Reduções Certificadas de Emissão, chamado em inglês de ERPA (Emission Reduction Purchase Agreement) é o principal instrumento legal entre as partes envolvidas nos negócios com créditos de carbono. Os ERPAs são geralmente redigidos em inglês, pois circulam em todos os mercados internacionais de carbono, seguindo geralmente a “common law” (onde o que é estabelecido pelas Partes em Contrato prevalece sobre as regras gerais do País).

Porque fazer este curso:

A urgência em se definir a natureza jurídica das operações e a titularidade dos Créditos de Carbono é devido ao caráter legal tributário em que devem incidir as transações negociadas. A comercialização dos créditos de carbono pressupõe vontade entre partes privadas não apresentando como incidência qualquer interferência dos respectivos govêrnos. Em contrapartida, tais títulos estão sendo comercializados por instituições multilaterais e empresas privadas e governos em todo o planeta são vorazes compradores de Créditos de Carbono visando compensar as respectivas emissões.

Muitas empresas brasileiras ainda têm grande desconhecimento e alguma insegurança quando pensam em investir em projetos de Inventários de Emissões, eficiência energética, MDL e ou do Mercado Voluntário. Mas, como os Mercados de Carbono estão amadurecendo rapidamente e crescendo vertiginosamente (segundo a POINT CARBON, 80 bilhões de dólares em 2009) e em função destes fatos urge a necessidade da formação de profissionais que reúnam os requisitos necessários para gerir a negociação, elaboração e concepção do contrato que vai viabilizar a futura transação da compra e ou vendas dos Créditos de Carbono, não somente no Brasil, mas também em todos os outros países que estão participando ativamente do Mercado de carbono.

OBJETIVOS
• Estudar os diversos aspectos legais e formais necessários ao desenvolvimento do respectivo projeto a nível nacional e internacional, além de estudar as diferentes modalidades de contato X projeto, as respectivas arbitragens, medidas legais e o tratamento especial para a resolução de questões jurídicas dos projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo(MDL) e do Mercado de Carbono.
• Avaliar os aspectos jurídicos, logísticos e estruturais em suas aplicabilidades nos termos de referencia, PPPs, Licitações, Selos Verdes, Certificação, Consórcios e Condomínios Privados, além das Licitações e todas as legislações, Responsabilidade Civil e Criminal e Seguro Ambiental dos contratos de MDL e Mercado de Carbono


PUBLICO ALVO
• Advogados, Presidentes, Diretores, Gerentes, Supervisores, Técnicos, Executivos, Analistas e Consultores das áreas de Projetos de MDL, Meio Ambiente, Planejamento, Produção, Energia, Sustentabilidade Corporativa, Project Finance, Infra-estrutura, Controladoria de empresas, Departamentos Jurídicos, Departamentos de Novos Negócios, Departamentos de Relações Institucionais e ou Internacionais, Bancos, Financeiras, estudantes das várias áreas do conhecimento, pós-graduados e demais segmentos ligados ao mercado internacional de carbono.

(*)Informações Gerais:
- Duração (No. de Horas): 24 h
- Previsão - 29-30 janeiro e 05/06 de fevereiro
- Dias e horário

referente a: Bactérias despontam na produção de biocombustíveis (ver no Google Sidewiki)

Bactérias despontam na produção de biocombustíveis

Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/01/2010



Cepa de bactérias geneticamente modificadas para absorver CO2 e luz e solar, produzindo um combustível líquido que pode ser uma alternativa à gasolina. [Imagem: UCLA]
Duas pesquisas independentes, que acabam de ser divulgadas nos Estados Unidos, mostram que as bactérias geneticamente modificadas logo poderão ser mais importantes do que as plantas usadas para a produção de biocombustíveis.

Biocombustível perfeito

Pesquisadores da Universidade da Califórnia modificaram geneticamente uma cianobactéria para fazê-la consumir dióxido de carbono e produzir o combustível líquido isobutanol, que tem grande potencial como alternativa à gasolina.

Para completar esse quadro, que até parece bom demais para ser verdade, a reação química para produção do combustível é alimentada diretamente por energia solar, através da fotossíntese.

O processo tem duas vantagens para a meta global de longo prazo de se alcançar uma economia sustentável, que utilize energia mais limpa e menos danosa ao meio ambiente.

Em primeiro lugar, ele recicla o dióxido de carbono, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa resultantes da queima dos combustíveis fósseis.

Em segundo lugar, ele usa energia solar para converter o dióxido de carbono em um combustível líquido que pode ser usado na infraestrutura de energia já existente, inclusive na maioria dos automóveis.

Desconstrução da biomassa

As atuais alternativas à gasolina, o que inclui os biocombustíveis derivados de plantas ou de algas, exigem várias etapas intermediárias antes de gerar os combustíveis utilizáveis.

"Esta nova abordagem evita a necessidade de desconstrução da biomassa, quer no caso da biomassa celulósica, quer na biomassa de algas, algo que representa uma grande barreira econômica para a produção de biocombustíveis hoje", disse o líder da equipa James C. Liao. "Portanto, [nossa biotecnologia] é potencialmente muito mais eficiente e menos dispendiosa do que as abordagens atuais."

Transformando CO2 em combustível

Usando a cianobactéria Synechoccus elongatus, os pesquisadores primeiro aumentaram geneticamente a quantidade da enzima RuBisCo, uma fixadora de dióxido de carbono. A seguir, eles juntaram genes de outros microrganismos para gerar uma cepa de bactérias que usa dióxido de carbono e luz solar para produzir o gás isobutiraldeído.

O baixo ponto de ebulição e a alta pressão de vapor do gás permitem que ele seja facilmente recolhido do sistema.

As bactérias geneticamente modificadas podem produzir isobutanol diretamente, mas os pesquisadores afirmam que atualmente é mais fácil usar um processo de catálise já existente e relativamente barato para converter o gás isobutiraldeído para isobutanol, assim como para vários outros produtos úteis à base de petróleo.

Segundo os pesquisadores, uma futura usina produtora de biocombustível baseada em suas bactérias geneticamente modificadas poderia ser instalada próxima a usinas que emitem dióxido de carbono - as termelétricas, por exemplo. Isto permitiria que o gás de efeito estufa fosse capturado e reciclado diretamente em combustível líquido. Para que isso se torne uma realidade prática, os pesquisadores precisam aumentar a produtividade das bactérias e diminuir o custo do biorreator.

Bactérias autodestrutivas A equipe da Universidade do Estado do Arizona também usou a genética e as cianobactérias fotossintéticas, mas em uma abordagem diferente.

O grupo do professor Roy Curtiss usou os genes de um bacteriófago - um microrganismo que ataca bactérias - para programar as cianobactérias para se autodestruírem, permitindo a recuperação das gorduras ricas em energia - e dos seus subprodutos, os biocombustíveis.

Segundo Curtiss, as cianobactérias são fáceis de manipular geneticamente e têm um rendimento potencialmente maior do que qualquer planta atualmente utilizada como fonte para os biocombustíveis capazes de substituir a gasolina ou

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"Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/01/2010 Cepa de bactérias geneticamente modificadas para absorver CO2 e luz e solar, produzindo um combustível líquido que pode ser uma alternativa à gasolina. [Imagem: UCLA] Duas pesquisas independentes, que acabam de ser divulgadas nos Estados Unidos, mostram que as bactérias geneticamente modificadas logo poderão ser mais importantes do que as plantas usadas para a produção de biocombustíveis. Biocombustível perfeito Pesquisadores da Universidade da Califórnia modificaram geneticamente uma cianobactéria para fazê-la consumir dióxido de carbono e produzir o combustível líquido isobutanol, que tem grande potencial como alternativa à gasolina. Para completar esse quadro, que até parece bom demais para ser verdade, a reação química para produção do combustível é alimentada diretamente por energia solar, através da fotossíntese. O processo tem duas vantagens para a meta global de longo prazo de se alcançar uma economia sustentável, que utilize energia mais limpa e menos danosa ao meio ambiente. Em primeiro lugar, ele recicla o dióxido de carbono, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa resultantes da queima dos combustíveis fósseis. Em segundo lugar, ele usa energia solar para converter o dióxido de carbono em um combustível líquido que pode ser usado na infraestrutura de energia já existente, inclusive na maioria dos automóveis. Desconstrução da biomassa As atuais alternativas à gasolina, o que inclui os biocombustíveis derivados de plantas ou de algas, exigem várias etapas intermediárias antes de gerar os combustíveis utilizáveis. "Esta nova abordagem evita a necessidade de desconstrução da biomassa, quer no caso da biomassa celulósica, quer na biomassa de algas, algo que representa uma grande barreira econômica para a produção de biocombustíveis hoje", disse o líder da equipa James C. Liao. "Portanto, [nossa biotecnologia] é potencialmente muito mais eficiente e menos dispendiosa do que as abordagens atuais." Transformando CO2 em combustível Usando a cianobactéria Synechoccus elongatus, os pesquisadores primeiro aumentaram geneticamente a quantidade da enzima RuBisCo, uma fixadora de dióxido de carbono. A seguir, eles juntaram genes de outros microrganismos para gerar uma cepa de bactérias que usa dióxido de carbono e luz solar para produzir o gás isobutiraldeído. O baixo ponto de ebulição e a alta pressão de vapor do gás permitem que ele seja facilmente recolhido do sistema. As bactérias geneticamente modificadas podem produzir isobutanol diretamente, mas os pesquisadores afirmam que atualmente é mais fácil usar um processo de catálise já existente e relativamente barato para converter o gás isobutiraldeído para isobutanol, assim como para vários outros produtos úteis à base de petróleo. Segundo os pesquisadores, uma futura usina produtora de biocombustível baseada em suas bactérias geneticamente modificadas poderia ser instalada próxima a usinas que emitem dióxido de carbono - as termelétricas, por exemplo. Isto permitiria que o gás de efeito estufa fosse capturado e reciclado diretamente em combustível líquido. Para que isso se torne uma realidade prática, os pesquisadores precisam aumentar a produtividade das bactérias e diminuir o custo do biorreator. Bactérias autodestrutivas A equipe da Universidade do Estado do Arizona também usou a genética e as cianobactérias fotossintéticas, mas em uma abordagem diferente. O grupo do professor Roy Curtiss usou os genes de um bacteriófago - um microrganismo que ataca bactérias - para programar as cianobactérias para se autodestruírem, permitindo a recuperação das gorduras ricas em energia - e dos seus subprodutos, os biocombustíveis. Segundo Curtiss, as cianobactérias são fáceis de manipular geneticamente e têm um rendimento potencialmente maior do que qualquer planta atualmente utilizada como fonte para os biocombustíveis capazes de substituir a gasolina ou o diesel. Mas, para realizar esse potencial, é necessário colher as gorduras dos micróbios, o que atualmente exige uma série de reações químicas muito caras. Otimização Para fazer as cianobactérias liberarem mais facilmente sua preciosa carga de gorduras, Curtiss e seu colega Xinyao Liu, inseriram nelas os genes dos bacteriófagos, que são controlados pela simples adição de quantidades-traço de níquel no seu meio de cultura. Os genes dos invasores dissolvem as membranas protetoras das cianobactérias, fazendo-as explodir como um balão, liberando as gorduras. A solução também não é definitiva, mas os pesquisadores já contam com um financiamento de US$5,2 milhões nos próximos dois anos para otimizar a reação e aumentar seu rendimento"
- Bactérias despontam na produção de biocombustíveis (ver no Google Sidewiki)